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COVID-19: O papel determinante da tecnologia em tempos de pandemia

Tendo em conta a atual situação do país e do mundo, hoje vou falar um pouco sobre a pandemia que nos controlou e tem vindo a controlar nos últimos meses. Focar-me-ei essencialmente no papel da tecnologia em tempos de COVID nas diversas áreas: desde a investigação científica à educação.

Antes de mais, devo dizer que a pandemia mundial, declarada pela Organização Mundial da Saúde, abalou-nos a todos. Tudo mudou: a nossa rotina diária, tão organizada, tornou-se um autêntico pesadelo; o convívio com a família e amigos passou a ser quase inexistente; sair à rua tornou-se traumatizante… enfim! É realmente difícil encontrar algo que não tenha mudado na nossa vida. Contudo, o confinamento prolongou-se por mais do que o expectável e não tivemos outro remédio senão adaptarmo-nos a toda a situação.

A tecnologia foi e continua a ser, sem dúvida, o trunfo que nos tem permitido continuar a viver a nossa vida com o máximo de normalidade possível. Se não fosse ela, o mundo já teria sofrido consequências bem mais devastadoras do que aquelas com que nos estamos a deparar neste momento. Do ponto de vista da resolução do problema, ou seja, do vírus, a tecnologia tem um papel determinante na investigação. A análise genética ao vírus só é possível graças às tecnologias de ponta que possuímos hoje em dia: como é que poderíamos pensar no desenvolvimento de uma vacina sem ser possível sequenciar o material genético do vírus? É impensável. Isto para não falar nas várias vacinas que, tão rapidamente, foram produzidas, algo impossível caso não tivéssemos ao nosso dispor engenheiros que se esforçam todos os dias por criar ou aperfeiçoar tecnologia, mostrando a importância do investimento e desenvolvimento tecnológico.

Contudo, é importante referir ainda o contributo da tecnologia para alguns de nós, estudantes, e para aqueles que se esforçam por partilhar conhecimento, os professores. Com a interrupção das aulas em regime presencial, ficariam praticamente incontactáveis. O ensino ficaria suspenso por tempo indeterminado dada a imprevisibilidade de toda a situação. É verdade que as plataformas online, tais como o Google Meet e o Zoom, não são perfeitas. Fazer os trabalhos a partir de casa, gerir o próprio tempo e resolver exercícios em formato digital também não é a coisa mais agradável de todas. As aulas também não são tão produtivas como seriam em regime presencial. No entanto, temos é de agradecer por aquilo que vamos conseguindo fazendo graças ao desenvolvimento tecnológico. Nesta altura do campeonato, com exames pela frente, estaríamos completamente perdidos, com matéria em atraso e a verdade é que, apesar de tudo, os meios a que temos acesso para manter o contacto com os professores e a partir dos quais estes lecionam, facilitaram muito toda a situação atual. Independentemente dos resultados, reconheço que o esforço foi coletivo e na ausência das novas tecnologias, o cenário seria bem pior. A virtualização não é um processo fácil. Ninguém foi perfeito na adaptação às novas tecnologias em contexto educativo, contudo, a pandemia também não foi algo que conseguíssemos prever com muita antecedência. Graças ao computador que temos na nossa secretária, à internet que temos disponível no nosso local de residência e ao esforço de cada um de nós, foi possível remediar a situação, pelo menos, temporariamente.

Neste sentido, se há alguns anos havia pessoas que consideravam a tecnologia inútil, talvez agora possuam uma opinião diferente e tenham percebido que a tecnologia não se resume a redes sociais: graças a ela, conseguiram garantir o seu emprego, trabalhando à distância; graças a ela, os seus filhos conseguiram prosseguir os estudos; graças a ela o mundo não parou completamente. É, por isso, importante deixarmos de lado os extremismos e reconhecer quando algo nos é útil.


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