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Priberam desvenda as palavras que definiram 2019

O Ano de 2019 em Palavras
Pelo terceiro ano consecutivo, a Priberam associa-se à Agência Lusa para ilustrar as palavras mais pesquisadas no Dicionário Priberam em 2019.

As 24 palavras que definem o ano de 2019 estão desde de hoje disponíveis no website oanoempalavras.pt, uma iniciativa da Priberam e da agência Lusa.
As palavras apresentadas cronologicamente – de janeiro a dezembro, duas por cada mês – foram as mais pesquisadas pelos mais de 38 milhões de utilizadores do Dicionário Priberam em resposta aos principais eventos nacionais e internacionais que se destacaram a nível político, económico, cultural ou social nos últimos 12 meses e ajudam a compreender o ano que agora chega ao fim.
site integra conteúdos criados pela agência noticiosa que dão contexto a cada uma das palavras, bem como fotografias ilustrativas captadas pelos fotógrafos da Lusa, e está estruturado com as palavras por ordem cronológica, sendo possível aceder ao seu significado no Dicionário Priberam bem como ao artigo da Lusa sobre o evento que motivou as pesquisas.
Tal como aconteceu nos últimos dois anos, para concretizar este projeto, a Priberam recolheu as palavras que, devido ao elevado número de pesquisas diárias, ganharam destaque na “nuvem” do dicionário ao longo do ano e, a partir destas, os editores da Lusa selecionaram as duas que consideraram mais relevantes em cada mês, em termos da atualidade nacional e internacional.
Entre as mais de duas centenas de palavras que estiveram no top das consultas no Dicionário Priberam, foram finalmente escolhidas vinte e quatro, sendo que a mais pesquisada de todas elas surgiu já em dezembro, “pirralha”:
Janeiro: Interino (Juan Guaidó proclama-se presidente interino da Venezuela) e Mineradora (colapso de barragem da empresa mineradora Vale, no Brasil, deixa cenário de tragédia e morte).
Fevereiro: Escusa (Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, pede escusa nas decisões sobre a auditoria ao banco CGD, de que foi administrador) e Chapo ('El Chapo', traficante de droga mexicano, é condenado em Nova Iorque).
Março: Massacre (dois atiradores levam a cabo um massacre escolar no estado brasileiro de São Paulo) e Cinotécnica (Portugal envia equipas de auxílio para Moçambique, incluindo uma equipa cinotécnica, após a passagem do ciclone Idai).
Abril: Demover (João Lourenço, presidente angolano, tenta demover o ex-presidente José Eduardo dos Santos de viajar na TAP para Espanha) e Pináculo (o pináculo da catedral de Notre-Dame, edifício emblemático de Paris, cai devido ao violento incêndio que atingiu o monumento).
Maio: Sindicância (Ministra da Saúde desvaloriza polémica sobre sindicância à Ordem dos Enfermeiros) e Decoro (Após declarações de Joe Berardo na comissão parlamentar de inquérito à CGD, o presidente da República pede decoro e respeito pelas instituições políticas).
Junho: Sibila (morre Agustina Bessa-Luís, autora de "A Sibila" (1954) e referência da ficção portuguesa) Obliteração (Donald Trump, presidente dos EUA, ameaça com a obliteração de partes do Irão se os interesses norte-americanos sofrerem algum ataque).
Julho: Bossa-Nova (morre João Gilberto, compositor brasileiro considerado o pai da bossa nova) e Nepotismo (Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, rejeita que seja nepotismo a eventual indicação do filho Eduardo Bolsonaro para embaixador nos EUA).
Agosto: Jerricã (Greve dos motoristas de matérias perigosas aumenta a procura de jerricãs para armazenar combustível) Calhorda (o presidente francês, Emmanuel Macron, mostra-se preocupado com os incêndios na Amazónia e é chamado de calhorda no Twitter pelo ministro da Educação brasileiro).
Setembro: Subvenção (polémica sobre políticos que recebem subvenções vitalícias) e Sumo Pontífice (o Papa Francisco visita Moçambique no âmbito da viagem que leva o Sumo Pontífice ao continente africano).
Outubro: Entronização (as cerimónias de entronização do imperador Naruhito do Japão contam com a presença de diversos convidados e dirigentes estrangeiros) e Espeleólogos (espeleólogos portugueses que ficaram retidos numa gruta em Espanha são encontrados por uma equipa de resgate).
Novembro: Cantautor (morre José Mário Branco, respeitado cantautor do meio musical português) e Rubro-Negro (o Flamengo, clube rubro-negro treinado por Jorge Jesus, vence a Taça Libertadores da América e o campeonato brasileiro de futebol).
Dezembro: Pirralha (Jair Bolsonaro chama pirralha à ambientalista sueca Greta Thunberg) e Espúria (o antigo primeiro-ministro José Sócrates defende o ex-presidente brasileiro Lula da Silva e critica aliança espúria entre justiça e jornalismo).
Outras palavras que se destacaram nas pesquisas dos utilizadores do Dicionário Priberam em 2019 incluem inócuo (a propósito do debate sobre a legalização do consumo recreativo de canábis); conluio (investigação nega alegado conluio nas presidenciais norte-americanas de 2016); abstenção (nível recorde de abstenção nas eleições europeias e nas legislativas em Portugal); canonizada (Irmã Dulce é canonizada e torna-se a primeira santa brasileira); imolar (morte de iraniana que se imolou após ser condenada por tentar entrar num estádio de futebol); momo (vídeos com a personagem Momo difundidos por WhatsApp); vegano (a cantora brasileira Anitta aderiu temporariamente ao veganismo); proselitismo (Papa critica proselitismo em visita a Marrocos) e moratória (Argentina declara moratória e quer renegociar parte da dívida).
Peculato (condenação dos dirigentes políticos independentistas catalães) e exumação (os restos mortais de ditador espanhol Franco foram exumados e trasladados) já tinham sido palavras muito pesquisadas em 2018, mas voltaram este ano após o desfecho dos casos mediáticos que deram origem às pesquisas.
Na área da música, chamaram a atenção os termos chibaria (da letra de “Telemóveis”, canção de Conan Osiris, concorrente português ao Festival Eurovisão da Canção) e pouco depois, boicote (pedido pelo músico Roger Waters, cofundador dos Pink Floyd, a Conan Osiris, para não ir ao Festival Eurovisão da Canção, que decorreu em Israel).
Por fim, na área desportiva, Jorge Jesus, que este ano contribuiu para vários títulos ao clube brasileiro de que é treinador, contribuiu também para colocar várias palavras em destaque na nuvem do Dicionário Priberam, como flamengo (nome do clube), bicampeão (Flamengo campeão da Taça Libertadores), heptacampeão (Flamengo campeão do campeonato brasileiro), honorário (distinção de cidadão honorário do Rio  de Janeiro) e mister (presente no cântico dos adeptos do Flamengo).
As personalidades do mundo da política têm sido uma fonte constante de pesquisas, e desde 2016 que Donald Trump tem estado por detrás de algumas das palavras mais pesquisadas no Dicionário Priberam: misógino e xenófobo (2016), transgénero (2017), desnuclearização (2018) e, este ano (em junho), obliteração.
Em 2019, e uma vez mais, voltaram a ser batidos recordes de consultas no Dicionário Priberam, com mais de 38 milhões de utilizadores que geraram cerca de 133 milhões de consultas desde janeiro, valores que colocam o site dicionario.priberam.org entre os 50 mais visitados em Portugal (dados Alexa.com).
Finalmente, este foi também o ano em que Dicionário Priberam, ou melhor, a sua “versão artística” viu a luz do dia numa edição de autor idealizada pelo artista João Louro, que concebeu um volume de 1986 páginas, com 100 mil vocábulos e 185 gravuras, a que o artista chamou História do Crime (http://joaolouro.com/historia-do-crime).

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